5 dicas para o(a) brasileiro(a) que vai morar no Japão.

Hoje vamos falar sobre 5 dicas para os brasileiros estarem preparados antecipadamente na chegada ao Japão. Obviamente, são situações que alguns possam já ter vivenciado em outros países ou até mesmo talvez já conheçam os costumes japoneses, mas, na nossa opinião, são dicas extremamente válidas para sua primeira vez na terra do sol nascente!

1. Aguarde sempre o seu troco

Como já comentamos em outros posts, a nação japonesa por si só é extremamente “certinha” em tudo.

Sendo assim, nada mais óbvio que se tratando de dinheiro não seria diferente, portanto, se você chegar no aeroporto do Japão e for comprar um suco na lojinha de conveniência, suponhamos que ele custe ¥198, então você sendo um brasileiro nato, vai pagar com 2 moedinhas de ¥100, vai pegar seu suco e sair andando, afinal, está pago! Certo? Sim, certo para o “está pago”, porém, não para o “sair andando”, pois se o produto custou ¥198, você como um cidadão, deverá receber seu troco de ¥2.

O mesmo vale para quando é o contrário, suponhamos que sua compra do supermercado tenha ficado em ¥1,001, e você pague somente com uma cédula de ¥1,000, simplesmente, a atendente educadamente te avisará que está faltando ¥1 e, caso você não tenha mais nenhum dinheiro consigo, pedirá para você desistir de algum item para poder levar o restante das suas compras até o valor que seu dinheiro pague.

Resumindo: não adianta conversar, pedir e implorar; regras são regras, e valem para ambas as partes.

2. Separação do lixo

Talvez para muitos brasileiros isso não seja grande novidade, pois existem diversas cidades no Brasil que já fazem essa coleta seletiva do lixo, entretanto, é sempre bom todos que chegarem no Japão saberem que essa separação de lixo é extremamente rigorosa e monitorada.

Ao ponto de que existem condomínios (falo por experiência própria), que pediam para escrever o nome e o n° do seu apartamento no saco de lixo (com canetinha à prova d´água), se os staffs do dia do lixo verificassem algum lixo incorreto dentro de determinado saco, devolviam o saco supostamente errado para o respectivo nome/apartamento.

Ou seja, preste muita atenção e siga rigorosamente os manuais sobre a separação de lixo da sua cidade. E não saber ler o idioma japonês fluentemente não é uma desculpa, pois pensando nisso, a maioria das prefeituras das cidades japonesas, entregam gratuitamente esses materiais impressos para todos os endereços (confesso que desconheço uma que não tenha todos esses materiais devidamente traduzidos).

3. Jogar o papel higiênico direto no vaso

Já que estamos falando sobre lixo, não podia deixar de comentar dessa benfeitoria que tanto adoro no Japão! (Sim, eu sei que existem outros países que também usam esse sistema, mas bem que o Brasil poderia ser assim também…) Estou falando sobre a possibilidade de jogar o papel higiênico diretamente no vaso sanitário, sim!

Em qualquer banheiro do Japão, não há esses cestinhos de lixo para jogar os “lindos” papéis usados! Ironias à parte, caso seja banheiro público, no banheiro feminino haverá uma lixeirinha pequenina para jogar absorvente íntimo; em fraldários, lixeira para fraldas descartáveis, fora isso, papel higiênico usado é descartado diretamente no vaso sanitário sem medo de entupimento!

É muito prático e higiênico não ter a necessidade de manter uma lixeira para papel higiênico usado dentro do banheiro, que cá entre nós, é muito anti-higiênico né!?

4. Tirar o calçado para entrar em ambientes fechados

Este tópico é também muito relacionado à higiene e organização. Que também impacta diretamente na praticidade que o Japão leva a vida. Pesquisando o real motivo dos japoneses terem essa cultura, descobri que não há uma resposta exata para isto, entretanto, comentam que no passado não existiam muitas ruas asfaltadas, e com a chuva e humidade, não tinha sentido entrar em casa com os calçados sujos de lama, evitando, assim, sujar a casa toda. Portanto, sabendo que isso é uma cultura milenar, não há como escapar.

Para alguns brasileiros, esse hábito não é difícil de adquirir. E, teoricamente, você se verá obrigado a retirar seus calçados não somente dentro do seu apartamento/casa, mas também em certos ambientes públicos, como por exemplo: clínicas médicas, escolas/ginásio escolar e até mesmo em alguns restaurantes! Inclusive, existem locais públicos que para entrar no banheiro, é necessário tirar seu calçado e calçar o chinelinho coletivo disponível na porta do banheiro.

Portanto, não se preocupe, aposto que após ler esta dica, você saberá os momentos em que é obrigatório trocar de sapato (utilizar o chinelinho disponibilizado pelo estabelecimento).

5. Japoneses não têm o costume de cumprimentar “encostando”

Um assunto um pouco polêmico nos dias atuais, em tempo de pandemia. Mas os japoneses desde sempre, nunca foram muito de cumprimentar com toques, aperto de mão e abraços. Beijinho no rosto, então? Confesso que nunca vi! Rs..

Mas pode-se dizer que em relação ao aperto de mão, estavam (antes da pandemia) quebrando um pouco este tabu.

Como todos sabemos, para tudo na vida existem as exceções, sendo que obviamente existem os japoneses “americanizados” como costumamos dizer, em que são mais calorosos e talvez até mais carinhosos. Mas a grande maioria, dependendo da região que você for/estiver no Japão, não está nada acostumada com esse modo ocidental de se cumprimentar.

Portanto, nossa dica é: nunca estenda a mão se o respectivo nipônico não fizer questão deste modo de cumprimento. O básico e respeitoso cumprimento é simplesmente curvar seu tronco em determinado ângulo, sendo que cada angulação tem um significado.

O mais usual é em 15° graus para cumprimentar casualmente alguém, já 30° graus é geralmente usado em situações de negócios ou para cumprimentar pessoas que são hierarquicamente acima de você e 45° graus é o mais profundo, utilizado para alguém de status muito elevado como imperador, ou para demonstrar sentimento de muita culpa.

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